UM 2019 POSSÍVEL

UM 2019 POSSÍVEL

 

É sempre assim: quando iniciamos um novo ano lá vamos nós novamente escrever as famosas “listas de intenções”.

Fazemos isso quase sempre com o intuito de projetar e organizar nosso futuro. Mas o convite de hoje é para uma reflexão simples: que futuro é esse? Ele só pode ser apenas uma ideia, uma percepção do que pode vir a ser. Nesse sentido, seria até injusto pensarmos em apenas uma opção de caminho a trilhar.

 

O raciocínio que propõe a teoria dos futuros possíveis – e que nós adotamos e aplaudimos – é que, se ele ainda não é, o que temos à frente são infinitas possibilidades. Ou seja, a possibilidade é a única certeza que temos. Nosso grande trabalho a ser feito é explorar essas possibilidades da melhor forma, respeitando nossos valores.

 

O livro O Design da Sua Vidade  Bill Burnett e Dave Evans desenvolve com maestria esse conceito e nos ensina que não devemos nos limitar a uma única ideia para nossa vida, pois existem muitas vidas nas quais poderemos nos desenvolver feliz e produtivamente.

 

Então, mãos à obra! No lugar da velha “listinha de intenções” para 2019, ouse e se permita criar futuros possíveis. No próprio livro, os autores propõem que projetemos 3 versões diferentes para tudo o que quisermos conseguir e, por que não, para o novo ciclo:

  • O primeiro projeto é aquele que já está mais ou menos no seu caminho, já tem definições claras e precisas, é o que você conhece bem.
  • O segundo projeto seria um plano alternativo (que geralmente todos nós temos) para o caso que algo der errado no primeiro. Aqui vale incluir talentos e habilidades que podem estar adormecidas.
  • O terceiro projeto é só alegria: imagine que você não tem limites de recursos financeiros, não tem amarras que te impeçam de seguir em frente. Qual seria seu futuro nessas circunstâncias?

 

Bill Burnet apresenta também resultados de experiências que demonstram que, quando o ser humano se depara com muitas opções de escolha, acaba não escolhendo coisa alguma. Como sair dessa? Experimentando! Ele diz: “Você não saberá como se sente sobre a decisão que você tomou até que você decida”.

Então, imaginamos as possibilidades e cruzamos as opções até que, na opinião de Burnet, cheguemos até umas 5 possíveis.

 

A pergunta que imediatamente aparece é: como saber se escolhemos a opção certa? Para responde-la, o autor traz uma imagem curiosa que fala do “frio no estômago” e explica: a escolha nunca será acertada se escolhermos apenas desde o lado racional. A Inteligência Emocional já é um conceito conhecido, apresentado por Daniel Goleman. O problema, segundo Burnet, é que a parte do cérebro que gerencia as nossas emoções não se comunica com a parte do cérebro que gerencia sua fala. Ele apenas se conecta com a parte do trato gastrointestinal e do sistema límbico. Ou seja, ele nos dá informações através das sensações, como um “pressentimento” e devemos ficar atentos a esses sinais. Sem isso, o autor afirma que não poderemos fazer boas escolhas e desperdiçaremos a chance de sermos felizes.

Uma vez feita a escolha, deixe fluir e siga em frente!

 

Para finalizar, Bill Burnet dá um conselho: cultive sempre sua curiosidade (aumenta as opções de escolha); converse com pessoas (processos de cocriação costumam ser riquíssimos) e por último, experimente, faça coisas, ponha a mão na massa!

 

Feliz 2019 possível!